Porto, 26 de março de 2020

O sítio na web que nos propomos construir nasceu de duas teses de Doutoramento em Antropologia e também do esforço na realização de alguns filmes, de estudos de terreno, de conferências e da publicação de uma série de artigos científicos.

Em relação à primeira das duas teses, a do Doutor Carlos Miguel Rodrigues, A CIDADE DOS SÍFRAGOS Tentativa de reescrita da Sinfonia 4 33 de John Cage  e que deu origem também ao nome deste sítio-web: A CIDADE DOS SÍFRAGOS. A tese em Antropologia da Professora Doutora Fátima Nunes foi realizada na especialidade de ANTROPOLOGIA VISUAL, sobre as temáticas da imigração chinesa na Área Metropolitana do Porto. O que para além de outras experiências lhe exigiu um mês de Trabalho de Campo na China. A experiência dos inúmeros filmes-documentário que realizou veio a possibilitar não só a realização de outras teses como a construção deste sítio-web.

A palavra SÍFRAGOS, tal como consta na carta de campo (cap. VI, pp. 267-268) que a tese apresenta, é um neologismo, o primeiro desta recente disciplina, a Antropologia Sonora.

Por razões de simplicidade, evitando todo o périplo histórico da palavra, diremos apenas a definição na mais direta entrada académica: SÍFRAGO é o cidadão adulto, jovem ou criança que cresceu ou cresce e se desenvolve, sem a possibilidade de se familiarizar com o silêncio como estado cultural, natural, ambiental.

As pessoas no núcleo da equipa responsável pelo sítio web são a Professora Doutora Maria Fátima Nunes e o Doutor Carlos Miguel Rodrigues que, para além das várias formações que possuem, aqui assumem-se como Antropólogos, muito ligados ao Cinema, ao diálogo Artes e Ciência e às questões da Educação.

Que propósitos essenciais nos movem com este trabalho?

Queremos reiterar a importância que tem para nós a causa das ARTES E CIÊNCIA EM DIÁLOGO. Os trabalhos de investigação desenvolvidos até à data (filmes, artigos, conferências) levam-nos a definir o nosso espaço antropológico como áreas-futuro que se situam entre o passado e o presente, encaixando-se como espaços em permanente e evolutiva construção com as experiências do presente munidas de memórias científicas.

Vemos o momento presente da nossa História, na História da Humanidade, como um RENASCIMENTO, ou seja, o caminhar para a construção democrática e cooperada de uma PÁTRIA DA CONSCIÊNCIA. E também como o caminhar para a construção da ideia de que o sentido que a humanidade tenha, ou venha a ter, é global será pois de toda a humanidade então os nossos professores de todas as nações deverão ir aos poucos encarando a responsabilidade na construção desse SENTIDO DA HUMANIDADE e encarar o vir evolutivamente a transformarem-se nos DELEGADOS DA HUMANIDADE PARA AS NOVAS GERAÇÕES. Terão pois as Nações Unidas um papel essencial neste RENASCIMENTO.

(Cont.)